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Roda de Conversa “Do check-list à ação” discute como organizar evento corporativo na prática

Nessa quarta, 10 de outubro, Jaqueline Paiva abriu a programação da noite da 3ª Semana Acadêmica FACHA com a temática ‘’Do check-list à ação: como organizar eventos corporativos na prática’’. Formada em Relações Públicas pela Universidade Estácio de Sá e com quase 24 anos de experiência na Câmara de Comércio Americana no Rio de Janeiro (AmchamRio), Jaqueline contou um pouco sobre sua paixão pela produção de eventos e as dificuldades encontradas no meio.

A palestrante contou sobre a importância de se organizar eventos com antecedência, desde o momento em que se conhece o cliente, através de um briefing, a importância da visita técnica para conhecer os espaços e verificar questões, como acessibilidade – afinal, combinar o local com a temática do evento faz toda a diferença aos olhos do cliente e público. Jaqueline Paiva destacou ainda o cuidado na escolha dos fornecedores e a montagem do evento (que geralmente sempre surpreende com imprevistos). Além disso, é de suma importância se atentar ao orçamento disponível, porque o evento ocorrerá em torno dele.  Ela pontuou ainda sobre a relevância de ter uma equipe bem preparada e com domínio do público. E, no pós-evento, é essencial tomar nota do que aconteceu no evento, desde as falhas aos acertos, porque sempre há algo que pode ser melhorado para uma próxima edição.

(Gabriela Gomes e Luana Mercante)

 

 

FACHA debate Mercado Cultural no Rio de Janeiro

Ontem, a programação do segundo dia da 3ª Semana Acadêmica FACHA começou com um painel “Mercado Cultural – Espaços da memória social”. Na mesa, os professores Tito Queiroz, Maria Helena Carmo e os jornalistas Silvio Barsetti e Clêi Valverde, com mediação do prof. Sady Bianchin,  discutiram os desafios de se preservar a memória no Brasil, citando casos como o do Museu Nacional.

Silvio Barsetti contou um pouco sobre sua trajetória profissional  e sobre seu livro “A farra dos guardanapos – o último baile da era Cabral. A história que nunca foi contada”, que trata sobre como uma festa privada em Paris que se tornou símbolo da corrupção no governo do Rio de Janeiro. O professor Tito Queiroz deu destaque à cultura do museu no Brasil, especificamente sobre os 12 museus  (alguns extintos) no bairro de Botafogo, definindo o estado atual de cada um e as dificuldades de manter essas instituições. O jornalista Clêi Valverde apresentou uma reflexão sobre os modos de ver uma imagem, citando o exemplo do Carnaval do Rio de Janeiro e o corte de verbas para o espetáculo em 2018 pelo atual prefeito Marcelo Crivella. Os professores Maria Helena Carmo e Sady Bianchin levantaram outras questões relacionadas ao tema, como a privatização da cultura e como a cultura de museus não significa valorizar a memória, uma vez que há ainda uma baixa frequência das pessoas nesses espaços, o que coloca em xeque a própria sobrevivência dos museus. Em contrapartida, foi citado o Museu do Amanhã, o mais visitado do Brasil, que não abriga acervo de memória.

Ademais, o evento serviu para nos mostrar como a cultura, mesmo sem políticas públicas, se reinventa e sobrevive.

(Camila Andrade)

Oficina em Mensuração de Resultados para projetos culturais foi uma das atrações da 3ª Semana Acadêmica

No primeiro dia da 3ª Semana Acadêmica da FACHA, Paula Brandão, formada em Produção Cultural pela UFF e em Relações Públicas pela UERJ e Sócia-Diretora da empresa Baluarte Cultura, dividiu um pouco do seu conhecimento e experiência na mensuração de resultados para projetos culturais.

Na oficina, Paula Brandão ensinou o conceito do “Golden Circle”, de Simon Sinek, que pode ser aplicado para definir o conceito de tudo, respondendo três questões “Why? How? What?”. Após exemplificar com projetos da própria Baluarte Cultura, Paula desafiou os alunos a pensarem em seus próprios projetos. Nesse mesmo processo de aliar a teoria e a prática, foram apresentados os conceitos de “Mapa de Públicos”, “Teoria da Mudança” e “Matriz de Lógica de Resultados”.

No final, como era de se esperar, houve uma pesquisa para mensurar o quanto os participantes gostaram da oficina. No que pude apurar, o sentimento mais comentado foi ” quero mais!”

(Tibério Julio)