FACHA debate Mercado Cultural no Rio de Janeiro

Ontem, a programação do segundo dia da 3ª Semana Acadêmica FACHA começou com um painel “Mercado Cultural – Espaços da memória social”. Na mesa, os professores Tito Queiroz, Maria Helena Carmo e os jornalistas Silvio Barsetti e Clêi Valverde, com mediação do prof. Sady Bianchin,  discutiram os desafios de se preservar a memória no Brasil, citando casos como o do Museu Nacional.

Silvio Barsetti contou um pouco sobre sua trajetória profissional  e sobre seu livro “A farra dos guardanapos – o último baile da era Cabral. A história que nunca foi contada”, que trata sobre como uma festa privada em Paris que se tornou símbolo da corrupção no governo do Rio de Janeiro. O professor Tito Queiroz deu destaque à cultura do museu no Brasil, especificamente sobre os 12 museus  (alguns extintos) no bairro de Botafogo, definindo o estado atual de cada um e as dificuldades de manter essas instituições. O jornalista Clêi Valverde apresentou uma reflexão sobre os modos de ver uma imagem, citando o exemplo do Carnaval do Rio de Janeiro e o corte de verbas para o espetáculo em 2018 pelo atual prefeito Marcelo Crivella. Os professores Maria Helena Carmo e Sady Bianchin levantaram outras questões relacionadas ao tema, como a privatização da cultura e como a cultura de museus não significa valorizar a memória, uma vez que há ainda uma baixa frequência das pessoas nesses espaços, o que coloca em xeque a própria sobrevivência dos museus. Em contrapartida, foi citado o Museu do Amanhã, o mais visitado do Brasil, que não abriga acervo de memória.

Ademais, o evento serviu para nos mostrar como a cultura, mesmo sem políticas públicas, se reinventa e sobrevive.

(Camila Andrade)

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