Os desafios e motivações do mercado de trabalho – Em todo lugar tem alguém da FACHA

No dia 10 de outubro, Nathália Gomes e Isabelle Castilho contaram um pouco sobre a inserção delas no mercado de trabalho. Nathália ingressou na FACHA em 2003 como estudante de jornalismo e retornou em 2016 para estudar Relações Públicas. Sua primeira experiência no mercado foi estagiando no Jornal O Pasquim enquanto estava apenas no 2º período. Ao longo dos anos, trabalhou em agências de comunicação e hoje trabalha remotamente no Rio de Janeiro na startup Brainn.co, com sede em São Paulo. Como anteriormente trabalhou em organizações tradicionais, Nathália teve que se adaptar ao diferente modelo de negócio que, segundo ela, são, principalmente, a mudança contínua e menor burocracia, a cultura do trabalho remoto, cuja transparência é muito importante, e, por fim, o planejamento estratégio x sprint (ou seja, um planejamento com divisão em etapas em que cada fases possui um tempo definido, que pode ser um ciclo  de uma semana, duas semanas ou até um mês). Finalizando sua fala,  ela comentou sobre como gerenciar a comunicação interna de uma organização no novo modelo de negócio, através de times multidisciplinares, transparência e metodologia ágil.

Já Isabelle Castillo ingressou na FACHA em 2012, como aluna de Relações Públicas. Trabalhou durante 3 anos em uma agência de comunicação chamada Sensemedia, onde  teve muitas oportunidades, dentre elas fazer a identidade visual da rede HareBurguer.  Assim que saiu da Sensemedia, começou a trabalhar em uma ONG e foi alocada em um projeto criado nos EUA pelo ex-vice presidente Al Gore, chamado “The Climate Reality Project” e que teve que ser desenvolvido, no Brasil, com um mínimo de verba, o que Isabelle considera ser o principal desafio de uma organização do Terceiro Setor:  a escassez de recursos. Dentro do projeto, ela propôs a criação do primeiro anuário de líderes de mudanças climáticas no Brasil, que foi desenvolvido depois de 9 meses. O anuário foi elogiado pelas sedes de todo o mundo e um grande passo para a ONG.

No dia 8 de outubro, Camila Battaglia e Julio Queiroz já tinham participado da primeira roda de conversa “Já no Mercado de Trabalho” dessa Semana Acadêmica. Camila Battaglia contou sobre sua recente trajetória profissional. Ainda cursando Relações Públicas, Camila foi contratada como estagiária na Coca-Cola e, um ano depois, como Assistente de Engajamento e Comunicação Interna. Para Camila, o aluno de Relações Públicas deve enviar currículos para as vagas que tiver interesse, independente se são ou não de RP. Afinal, é o profissional que se “molda” às oportunidades”.

Já Julio Queiroz falou sobre suas conquistas na área de Comunicação. No segundo ano da faculdade, Julio conseguiu um estágio em Comunicação Interna na Wilson Sons. Um ano depois ele foi contratado pela Andrade Gutierrez, de onde saiu para ser Assistente de Comunicação na Seguradora Líder-DPVAT, antes mesmo de ter concluído a graduação em Relações Públicas. Julio falou muito sobre a importância de criar uma rede de relacionamentos, citando seu próprio exemplo: ele foi indicado para outra empresa por um ex-colega de trabalho.

Apesar de suas diferentes vivências e trabalhos, Camila Battaglia, Julio Queiroz, Nathália GomesIsabelle Castillo superaram muitos desafios em suas jornadas no mercado e, ao compartilharem suas histórias, inspiraram os jovens que estavam presentes nas duas Rodas de Conversa.

                                                                       (Carolina Coelho, Gabriela Canejo e Helena Carmo)

Roda de Conversa “Do check-list à ação” discute como organizar evento corporativo na prática

Nessa quarta, 10 de outubro, Jaqueline Paiva abriu a programação da noite da 3ª Semana Acadêmica FACHA com a temática ‘’Do check-list à ação: como organizar eventos corporativos na prática’’. Formada em Relações Públicas pela Universidade Estácio de Sá e com quase 24 anos de experiência na Câmara de Comércio Americana no Rio de Janeiro (AmchamRio), Jaqueline contou um pouco sobre sua paixão pela produção de eventos e as dificuldades encontradas no meio.

A palestrante contou sobre a importância de se organizar eventos com antecedência, desde o momento em que se conhece o cliente, através de um briefing, a importância da visita técnica para conhecer os espaços e verificar questões, como acessibilidade – afinal, combinar o local com a temática do evento faz toda a diferença aos olhos do cliente e público. Jaqueline Paiva destacou ainda o cuidado na escolha dos fornecedores e a montagem do evento (que geralmente sempre surpreende com imprevistos). Além disso, é de suma importância se atentar ao orçamento disponível, porque o evento ocorrerá em torno dele.  Ela pontuou ainda sobre a relevância de ter uma equipe bem preparada e com domínio do público. E, no pós-evento, é essencial tomar nota do que aconteceu no evento, desde as falhas aos acertos, porque sempre há algo que pode ser melhorado para uma próxima edição.

(Gabriela Gomes e Luana Mercante)

 

 

FACHA debate Mercado Cultural no Rio de Janeiro

Ontem, a programação do segundo dia da 3ª Semana Acadêmica FACHA começou com um painel “Mercado Cultural – Espaços da memória social”. Na mesa, os professores Tito Queiroz, Maria Helena Carmo e os jornalistas Silvio Barsetti e Clêi Valverde, com mediação do prof. Sady Bianchin,  discutiram os desafios de se preservar a memória no Brasil, citando casos como o do Museu Nacional.

Silvio Barsetti contou um pouco sobre sua trajetória profissional  e sobre seu livro “A farra dos guardanapos – o último baile da era Cabral. A história que nunca foi contada”, que trata sobre como uma festa privada em Paris que se tornou símbolo da corrupção no governo do Rio de Janeiro. O professor Tito Queiroz deu destaque à cultura do museu no Brasil, especificamente sobre os 12 museus  (alguns extintos) no bairro de Botafogo, definindo o estado atual de cada um e as dificuldades de manter essas instituições. O jornalista Clêi Valverde apresentou uma reflexão sobre os modos de ver uma imagem, citando o exemplo do Carnaval do Rio de Janeiro e o corte de verbas para o espetáculo em 2018 pelo atual prefeito Marcelo Crivella. Os professores Maria Helena Carmo e Sady Bianchin levantaram outras questões relacionadas ao tema, como a privatização da cultura e como a cultura de museus não significa valorizar a memória, uma vez que há ainda uma baixa frequência das pessoas nesses espaços, o que coloca em xeque a própria sobrevivência dos museus. Em contrapartida, foi citado o Museu do Amanhã, o mais visitado do Brasil, que não abriga acervo de memória.

Ademais, o evento serviu para nos mostrar como a cultura, mesmo sem políticas públicas, se reinventa e sobrevive.

(Camila Andrade)